Ela Mastiga Tudo!

Minha Filha está com mania de mastigar o tecido da roupa, as toalhas e a coberta. O que posso fazer para que ela pare com isso?

Ines Simões, mãe de Maria Eduarda, 2 anos e 8 meses.

DISTRAÇÃO COM MÚSICA

Minha filha mais velha tem mania de mastigar cordões das blusas. Sempre que ela faz isso, chamo sua atenção para outra coisa. Canto uma música e exploro bem o gestual ou faço uma brincadeira.

Josiane Saboia, mãe de Maria Eduarda, 3 anos e Laura, 1 ano e 7 meses.

ROTINA MAIS LEVE

Comecei a observar em que circunstâncias meu filho mastigava roupas, cobertores e almofadas. Isso acontecia quando ele estava muito cansado.

Passei, então, a não exagerar nas atividades diárias.

Bebel Soares, mãe de Felipe, 5 anos.

MUDANÇA DE FOCO

Sempre que via minha filha Rebeca mastigando roupa, inventava algo para ela fazer com as duas mãos, como pegar algum objeto ou desenhar segurando a folha.

Automaticamente, ela se ocupava com outra tarefa e esquecia a mastigação.

Luiza Winter Venturim, mãe de Carla, 7 anos e Rebeca, 4 anos.

SEM TÉDIO

Meu filho tinha a mania de mastigar a gola da camisa, mas notei que ele só fazia isso quando estava desocupado ou aflito por ficar muito tempo dentro do apartamento.

Quando nos mudamos para uma casa, a rotina e o ambiente permitiram que ele ocupasse seu tempo brincando mais com a irmã e com os amigos.

Micheli Schiavini, mãe de Manuela, 10 anos, e Lucas, 7 anos.

INCENTIVO À BRINCADEIRA

Quando meu filho mais velho precisou passar por uma cirurgia, o mais novo começou a desenvolver esse hábito. Nunca repreendi, apenas ignorei.

Também tentava distraí-lo, especialmente com brincadeiras. Depois de uns dois meses, ele parou com a mania.

Ana Beatriz Boechat, mãe de Davi, 9 anos, e Pedro, 4 anos.

O QUE DIZ A ESPECIALISTA

No início da infância, os bebês se relacionam com o mundo pela sucção. Um pouco depois, começam a levar tudo o que encontram pela frente à boca.

Conforme crescem, elegem alguns objetos de transição para que se sintam seguros, como cobertores, pedaços de panos e roupas. A tendência é mudar o foco de interesse por outros elementos do mundo externo.

Para auxiliar nessa transição, os pais podem oferecer situações ou algo que tenha a função de distrair a criança. Brincadeiras, canções, leituras e outras atividades são boas pedidas que estimulam o prazer e mudam o foco de atenção.

É importante não a repreender, solicitando que pare, pois o efeito pode ser contrário, deixando-a mais insegura. Conversas e atitudes carinhosas são as melhores maneiras de auxílio.

Melina Blanco Amarins, psicóloga do Hospital Israelita Albert Einstein (SP).

Publicação Revista Crescer, edição de outubro de 2014.