[toggle title=”Educação no Trânsito”]

O Projeto Educação no Trânsito partiu da necessidade de se observar um problema que estava bem próximo da realidade escolar de nossas crianças: o trânsito na porta da escola.
Buscou-se trabalhar estratégias para envolver todos os alunos, pais e familiares. Para isso, a Vila da Criança realizou uma parceria com a BHTRANS que trouxe informações, palestras e teatro para a criançada.

A partir de então a Equipe da Vila começou a trabalhar conceitos com as crianças dentro de sala de aula. Os focos principais foram as condutas ideais enquanto passageiros e pedestres. O segundo período e a primeira série implantaram a mãe de direção dos corredores da escola, onde só é permitido – sempre respeitando os menores. E esta ação acabou se espalhando por todas as turmas. Foram adotadas estratégias como sistema de cones, a saída fracionada e os microfones em sala de aula, tudo isso para melhorar o trânsito na porta da escola.

A vila da criança publicou uma Cartilha do Trânsito e distribuiu para toda a comunidade escola. Com este projeto a escola recebeu três prêmios: municipal, estadual e federal pelo DENATRAN.

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[toggle title=”Educação na saúde infantil”]

O Projeto Educação em Saúde Infantil partiu da necessidade de se informar melhor a comunidade escolar da Vila da Criança acerca de questões relacionadas a saúde infantil em geral. A Equipe da Vila convidou pais profissionais da saúde, especialistas em diversas áreas, para formar a Equipe Saúde da Vila. Dentro deste grupo de trabalho têm-se discutido e levantado informações pertinentes à demanda desta idade (0 a 6 anos). Veja alguns artigos clicando nos links a seguir.

Catapora a doença da primavera.

Dra. Adriana Cunha (médica infectologista).

A primavera é a estação da catapora

Também da rinite e da conjuntivite. A varicela, mais conhecida por catapora, é uma infecção viral; já as inflamações sazonais no nariz e olhos podem ser de origem alérgica.

A catapora é uma doença altamente infecciosa causada pelo vírus varicela-zóster. Mais de 90% dos casos acontecem em pacientes com idades entre 1 e 9 anos. O surto é mais comum na primavera porque combina as variações climáticas da época, que favorecem a proliferação do vírus pelo ar, com a sensibilidade imunológica dos pequenos.

Os primeiros sinais da doença são febre, mal-estar, dor de cabeça e cansaço. Em um ou dois dias, surgem manchas avermelhadas na pele que dão lugar a vesículas (bolhinhas) cheias de líquido claro. Essas bolhas formam casquinhas que provocam muita coceira.

Uma característica da doença é a presença de lesões em diferentes estágios – vesículas junto à crostas e lesões já cicatrizadas. A recuperação completa ocorre de sete a dez dias depois do aparecimento dos sintomas.

O tratamento, assim como para outras doenças transmitidas por vírus, é muito limitado, e resume-se a prevenção das complicações (a mais frequente é a infecção de pele (celulite), mas também pode ocorrer pneumonia. Recomenda-se cortar as unhas das crianças, já que é quase impossível evitar de coçar.

Não use pasta dágua ou Hipoglos: eles favorecem crescimento bacteriano e são difíceis de retirar da pele, prejudicando a higienização. Use de sabonetes anti-sépticos, hidrate bem a criança e mantenha repouso. Procure um médico para acompanhamento.

Não envie a criança à escola e evite o contato com gestantes. Caso tenha contato com gestante e a criança adoeça nos dias seguintes, avise-a para que possa tomar providências.

A doença é benigna, mas pode trazer complicações se contraída na idade adulta. Em Minas Gerais a incidência da doença está bastante alta e já ocorreram pelo menos 3 óbitos. A grande arma contra ela é a prevenção através de vacina, disponível na rede pública e privada.

Adriana Cunha – médica infectologista

Grupo influenza A (H1N1)

Cuidados e ações da vila.

Senhores Pais,

A Vila da Criança está acompanhando desde o início e com muita atenção a proliferação da Gripe Influenza A (H1N1).

Convidamos uma mãe de aluna, a Adriana Franca Araujo Cunha, médica infectologista que esteve na escola ministrando uma palestra para os pais. Além disso a direção e outros funcionários participaram de todas as reuniões das secretarias de saúde, seja a municipal ou estadual, com o objetivo de informar melhor sobre a nova gripe.

Enviamos comunicados via agenda e email para os pais sobre o assunto. Colocamos no site da escola uma página especial sobre a Gripe Influenza A (H1N1), com links para diversos sites informativos.

Orientamos a nossa equipe para os procedimentos adotados pela escola em relação à nova gripe. Para o retorno às aulas tomamos as providência a seguir:

ÁLCOOL:
Em todas as salas e em vários pontos comuns da escola foram colocados recipientes com álcool em gel. O setor de limpeza fará a esterilização com álcool nas salas (cadeiras, mesas, maçanetas, corrimãos, etc.) de hora em hora e no intervalo entre os turnos;

CUIDADO COM A LAVAGEM DE MÃOS:
As professoras irão propor lavagem criteriosa de mãos sempre que mudar o ambiente e retornar à sala. Após tossir ou espirrar as professoras encaminharão os alunos para lavar as mãos com água e sabão;

TOSSE E ESPIRRO:
Criar o hábito nas crianças de, ao tossir e/ou espirrar, cobrir boca e nariz com o braço;

MATERIAL DESCARTÁVEL OU INDIVIDUAL:
Utilizar copos e garrafinhas individuais e/ou descartáveis para beber água. Não compartilhar copos, pratos, talheres, objetos pessoais. No banheiro a utilização de papel toalha;

CONTATO:
Evitar levar as mãos ao rosto, tocar mucosas como olhos, nariz e boca. Evitar contatos como beijar, tocar as mãos, etc.;

AMBIENTE AREJADO:
Vamos manter todos os ambientes arejados com portas e janelas abertas. Foram feitas alterações em algumas janelas. As professoras vão utilizar ainda mais os pátios e espaços externos como bosque, parque das cores, areia e quadra;

EDUCAÇÃO CONTINUADA:
Todos os dias, no momento da roda, a professora irá relembrar e alertar as crianças sobre a gripe e as ações preventivas. Foram anexados cartazes informativos ilustrados para a constante lembrança das crianças sobre o tema;

CONSCIÊNCIA E PARCERIA COM PAIS:
Ao menor sinal de gripe comum ou febre, não enviar a criança para a escola. Nossos funcionários e professores estão autorizados a não receber crianças que estejam mesmo com resfriados ou gripe comum.

Nos links a seguir você pode se informar melhor sobre a nova gripe.

Dra. Carolina O. Nery, pediatra

Doenças de inverno

Inverno, Crianças e Doenças.

As estações frias chegaram. Das mudanças bruscas de temperatura, do ar seco, de roupas de lã. E junto a tudo isso, viroses, crises de asma, infecções bacterianas. Há alguns anos não percebemos tanto nossas crianças (e também nós adultos) adoecerem e custarem a melhorar. Talvez haja uma mistura de fatores como aumento da poluição, o desequilíbrio térmico da Terra, aumento de processos alérgicos com menor resistência imunológica e aumento da resistência de vírus e bactérias. O fato é que estamos fragilizados e por vezes parecemos ter recursos escassos para combater estes males. O que fazer?

Lembramos primeiro das famosas viroses. Aquelas que, para nossa frustração, não têm uma cura medicamentosa. Aquelas que nos exigem, principalmente, paciência e cuidados básicos. Por que as viroses são autolimitadas (têm um tempo próprio de cura), mas podem, se não bem suportadas, levar a conseqüências piores?

As viroses gastrintestinais (que podem causar vômitos e/ou diarréias, dores de maneira geral, febres baixas – entre 38 e 38,5o. -, prostração, falta de apetite e secreção nos olhos), se não bem cuidadas podem levar a quadros importantes de desidratação. O que fazer? O mais essencial é administrar o soro de rehidratação oral, ou SRO, (caseiro, de posto de saúde, com ou sem sabor). Dá-se meio copo (maior ou menor o copo, de acordo com o tamanho da criança) de 15 em 15 minutos aproximadamente, independentemente de a criança estar vomitando ou com diarréia no momento, até este quadro melhorar. Se vomitar, toma novamente. A alimentação deve ser o que se aceitar (menos alimentos químicos e que possam soltar o intestino), incluindo mamadeiras, almoço, etc. Os sucos, água, gelatina, água de coco não substituem o SRO, mas são bem-vindos. As fezes não podem conter sangue; calamo (muco) é comum. Não é necessário o uso de antibióticos e o Plasil só deve ser usado em casos muito intensos e com recomendação médica. Como saber se estão hidratados? Deve ter lágrimas nos olhos, saliva (para mais na boca, xixi clarinho e abundante). Olhos fundos pele seca e muita prostração, procurem um serviço médico. O famoso rota vírus é um dos causadores mais existem vários outros agentes. Dêem analgésicos (dipirona, paracetamol) quando houver dor, mas não continuamente.

Já as viroses respiratórias devem ser cuidadas também com sintomáticos, incluindo chazinhos para dor de garganta e tosses ocasionais. Mel só pode ser dado para crianças maiores de 1 ano (risco de botulismo, doença muito séria). Usar soro fisiológico para lavar a cavidade nasal (mínimo meio conta-gotas em cada narina) é fundamental, pelo menos 4 vezes ao dia(não só à noite). Se a criança já tem alguma afecção respiratória anterior, pode-se elevar a cabeceira do berço ou cama(melhor no pé do móvel que o travesseiro). Para dormir mais confortável. Umidificar o ambiente também ajuda.

As febres (taxilar, menores ou iguais a 37,5o.), por vezes assustam bastante a família, principalmente se aparecem altas e repentinamente. Não é comum aparecerem logo nas primeiras 24 horas a causa específica destas febres (ainda mais se sintoma isolado), então, se a criança estiver relativamente bem (fora dos picos febris), é bom aguardar um tempo para ver como o quadro irá evoluir. Não dêem antitérmico contínuo e, por favor, não dêem antiinflamatórios (nimesulida, diclofenaco) que tira a febre, não trata a causa e confunde o médico. Melhor consultar mais vezes e descobrir realmente o que está acontecendo. Convulsões febris têm mais a ver com uma tendência própria da criança do que com febres altas e/ou baixas.

As crises asmáticas (também chamadas pela população por bronquite) tem sido talvez uma das mais freqüentes causas de atendimento pediátrico nesta época e devem ser bem diagnosticadas e tratadas. Além da chieira e cansaço 9falta de ar/respiração rápida), os meninos/as apresentam uma tosse características que piora à noite, é mais seca, contínua, levando até as náuseas e vômitos. Devem-se excluir como outras causas comuns da tosse as gripes, sinusites, pneumonias e alergias.

Se não tiverem medicação própria para asma, procurem um médico. Um sinal de crise forte (necessidade de rápido atendimento) é quando vemos a barriguinha, no meio do pescoço ou costelas “afundando” (movimentos rápidos). Não se desesperem, vão com calma. Saibam que asma não se trata com antialérgicos e, tecnicamente, estes xaropes para tosse que vendem em farmácias não têm função comprovada.

Quanto às infecções bacterianas (otites, amigdalites, sinusites, pneumonias) de vias respiratórias, cada uma tem suas próprias particularidades de acordo com o tipo de agente, com agressividade do mesmo e a reação da criança. Mas algumas observações devem ser ressaltadas:

Não dêem de mamar aos pequenos (incluindo leite materno e sucos) na posição deitada, propícia a maior número de otites.
Gargantas vermelhas não é indicação absoluta de antibióticos.
Os dois melhores sinais de uma infecção bacteriana bem tratada são a melhora geral do quadro e o cessar da febre em até 72 horas. Se isto não ocorrer, devem voltar ao médico.
Não dêem antibióticos por conta própria, podem e causam resistência bacteriana.
(Os antibióticos (mesma classe ou nome) devem ser administrados com intervalo mínimo de 2 meses para manter uma boa eficácia).
Um dos últimos sintomas a melhorar em pneumonias é a tosse.
Um raio-X nem sempre é suficiente (ou necessário) para diagnosticar a sinusite.

Após tantas informações, ainda existe um mundo de detalhes que fazem parte desta fase de doenças de inverno, no qual estamos inseridos. A boa notícia é que isto passa e nossos meninos, além de serem mais fortes do que parecem, estão adquirindo mais defesas contra infecções futuras. A outra boa notícia é que, com estas doses extras de necessidades, produzimos nós mesmos (em quantidades altíssimas) os mais importantes remédios para nossas crianças curarem: colo, carinho e muito amor.

Carolina O. Nery – Pediatra

Otites e problemas de audição nas crianças

Dr. Paulo Henrique Rodrigues, otorrinolaringologista

O ouvido humano é dividido em três partes: ouvido externo que engloba o pavilhão auditivo e o conduto auditivo até a membrana timpânica. Ouvido médio, que se localiza entre a membrana timpânica e o ouvido interno, contém três ossículos (martelo, bigorna e estribo) que conduzem e amplificam o som da membrana timpânica ao ouvido interno. Comunica-se com o nariz (rino-faringe) através da tuba auditiva que tem função de equalizar as pressões do ouvido médio com o exterior. E, por fim, o ouvido interno que engloba a cóclea, responsável pela audição, e o labirinto responsável pelo equilíbrio.

A otite média aguda (OMA), segunda doença mais comum na infância perdendo apenas para as infecções das vias aéreas superiores, é uma inflamação do ouvido médio, causada por vírus e bactérias. Caracteriza-se no adulto por uma dor lancinante, pressão no ouvido e baixa de audição. Nas crianças pequenas (lactentes) o diagnóstico é baseado no quadro clínico de febre, irritação, recusa de alimentos, toxemia e por vezes diarréia. Crianças maiores queixam-se dor intensa, podendo ter febre, irritabilidade, anorexia (falta de apetite), náusea, vômitos, diarréia e cefaléias. A febre ocorre em 1/3 a 2/3 das crianças com OMA; entretanto, febre acima de 40° C não é comum e pode ser um sinal de complicação associada.

Os fatores agravantes mais comuns são os déficits imunológicos transitórios (como os que ocorrem nas infecções virais, gripes e resfriados), as alergias alimentares e respiratórias, hipertrofia de adenóides e adenoidites, o fumo passivo e a socialização precoce do recém-nascido. O efeito protetor exercido pela amamentação no peito é muito evidente nesta doença, assim como a posição de amamentação dos lactentes. Ao mamar deitada, pela posição mais horizontalizada da tuba auditiva da criança, pode haver refluxo do leite para os ouvidos facilitando o desenvolvimento da doença.
O tratamento se faz com antibióticos, analgésicos e antipiréticos. Corticosteroides podem ser associados, mas deve ser reservados a casos especiais.
Um outro tipo de otite, que pode ser uma complicação da OMA, é a otite média com efusão. Muito conhecida como otite média secretora ou otite média serosa, a otite média com efusão (OMCE) é também muito freqüente. Expressa-se sintomaticamente por otites médias agudas repetitivas e/ou por perda auditiva. O quadro de otite média aguda de repetição é muito marcante e facilita o diagnóstico da OMCE. Inversamente, a perda auditiva condutiva, geralmente leve, como única expressão sintomática dificulta em muito o seu diagnóstico. As crianças dificilmente queixam-se especificamente de diminuição da audição ou de barulhos nos ouvidos. Na imensa maioria das vezes, a perda auditiva expressa-se pelo retardo no desenvolvimento da linguagem, retardo no aprendizado e distração, sendo uma causa freqüente de baixo rendimento escolar. O líquido no ouvido médio pode também pressionar o estribo para dentro do labirinto irritando-o. Esta é a causa mais freqüente de vertigem na infância.
O tratamento visa a identificação e eliminação da ou das causas da OMCE. A timpanostomia com inserção de tubos de ventilação é um recurso útil. Sua indicação, contudo, deve ser feita apenas em duas situações: quando existir recorrência de surtos agudos, apesar de adequado tratamento etiológico e quando a perda auditiva afetar o desenvolvimento da linguagem escrita ou falada.
Quais as providencias podem ser tomadas em casa?
Existem alguns fatores que são atuantes nas otites. Uma casa bem arejada e iluminada, pisos lisos e de fácil limpeza, evitando-se carpetes e tapetes, favorecem a profilaxia por reduzir as reações alérgicas. O fumo é outro fator predisponente. Trabalhos mostram que crianças filhos de pais fumantes tem uma incidência muito maior de otites quando comparada ao grupo de não fumantes. O aleitamento materno é, comprovadamente, eficaz na prevenção. Devemos também lembrar que, por ter uma tuba menor e menos inclinada que o adulto, a criança não deve amamentar-se deitada, pois isto pode levar resíduos do leite para o ouvido médio e ser um fator etiológico.
Em casos de baixo rendimento escolar, a criança deve ser avaliada por um Otorrinolaringologista para afastar a possibilidade de baixa de audição e tomada as medidas necessárias.

Dr. Sérgio de Souza, oftamologista

Visão: A importância do exame de vista precoce na criança

Ao nascimento a criança ainda não sabe como enxergar. Ela vai começar a aprender a enxergar nos primeiros anos de vida, onde o cérebro vai alcançando a maturidade.

O exame precoce da criança tem como objetivo diagnosticar as doenças e alterações visuais que poderiam interferir no perfeito desenvolvimento da visão.
A maior preocupação está no diagnóstico precoce da ambliopia
(consiste quando um olho desenvolve mais a visão em relação ao outro), ficando um olho preguiçoso, que se for feito antes dos 8 anos de idade pode ser tratado com o uso de tampão e de óculos, quando está relacionado com algum erro refracional (grau).
Assim é indicado o primeiro exame visual na criança entre 3 e 5 anos de idade desde que não tenha sido observada nenhuma alteração anteriormente, pois o melhor tratamento é a prevenção.
A catarata congênita pode ser descoberta ainda pela observação dos pais de uma mancha branca na pupila (menina dos olhos) e confirmada pelo exame oftalmológico. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico e o tratamento cirúrgico, mais chance a criança vai ter de desenvolver a visão.
Assim mais uma vez enfatizamos a importância do exame precoce da criança.

Dr. Sérgio de Souza – Oftalmologista

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[toggle title = “Educação Ambiental”]

O Projeto de Educação Ambiental foi criado a partir de uma premissa essencial do ser humano: saber se relacionar de forma adequada com o lugar onde vivemos. Seja este lugar nossa sala de aula, nossa casa, nossa cidade e nosso planeta.

Na Vila da Criança, estes conceitos são trabalhados desde a idade mais tenra até os oito anos, quando estas propostas ganham uma nova perspectiva: como o ser humano deve se relacionar com o meio ambiente?

Esta questão acaba despertando a atenção das crianças para a necessidade de preservação ambiental, redução do consumo e desperdício, reciclagem, desenvolvimento sustentável e outros.

A Vila da Criança convidou o Professor José Roberto Zaponi – educador ambiental -, para trabalhar estes conceitos com toda a equipe. E desta maneira, o conteúdo tem sido desenvolvido dentro de sala de aula como tema transversal do Projeto Político Pedagógico da Vila. Veja a seguir:

Roda de Conversa sobre meio ambiente

RODA DE CONVERSA SOBRE MEIO AMBIENTE

PROFESSORA:

– Meninada hoje é o Dia Mundial do Meio Ambiente. Alguém sabe me dizer o que é meio ambiente?

CRIANÇAS:

– Onde a gente vive.
– Onde a gente mora.
– Onde os animais vivem.
– As águas.
– As matas.
– Os animais.
– Os lugares.
– A terra.
– O ar.
– A natureza.
– As árvores.
– As rochas.
– O sol.
– A lua.
– O homem.
– O homem já falou. já falou animal.

PROFESSORA:

–  Meio ambiente é isso tudo mesmo. Vocês sabem por que existe um dia dedicado ao meio ambiente?

CRIANÇAS:

– Porque ele é importante.
– Porque ele é a nossa casa.

PROFESSORA:

– É isso mesmo, o meio ambiente é muito importante. Mas vocês acham que nós estamos cuidando bem da nossa casa ?

CRIANÇAS:

– Não, as pessoas estão matando as árvores para fazer papel, lenhas.
eles estão matando os animais para fazer casacos de pele.
– Por maldade.
– Por dinheiro.

PROFESSORA:

– Como assim por dinheiro?

CRIANÇAS:

– Você não contou a história dos homens malvados que pegam os miquinhos e prendem eles na garrafa térmica pra vender por dinheiro?

PROFESSORA:

– Você está falando do contrabando de animais.

CRIANÇAS:

– Os animais não fazem isso.                                                                                                                    – Eles só caçam quando estão com fome.
– Só são violentos para proteger a fêmea.
– E o território.
– A cadeia alimentar faz parte da vida deles.

PROFESSORA:

–  E da nossa?

CRIANÇAS:- É, a gente tem que comer para ter energia.

– Energia é saúde.
– Se o animal fica em extinção, a cadeia fica fraca.
– Ela diminui.
– Um animal não mata para ter dinheiro.
– Ele não faz o outro animal ficar em extinção.
– A poluição também faz mal.
– Ela deixa o rio sujo.
– O peixe não pode respirar.
– Tem gente que maltrata cachorro.
– Se a gente compra um cachorro tem que cuidar dele com carinho: dar banho, água,
comida, levar no veterinário…
– Tem um programa que mostra como as pessoas maltratam os cachorros.

PROFESSORA:

– Vocês disseram uma palavra mágica que diz tudo o que a gente tem que fazer com o meio ambiente: cuidar. Como o meio ambiente é a nossa casa e assim a gente mora dentro dela a gente deve colocar cuidado em tudo. Por exemplo: aqui na nossa escola a gente tem procurado cuidar das coisas?

CRIANÇAS:

– A gente tem cuidado dos brinquedos da escola, dos brinquedos do Parque das Cores.
– A gente tem cuidado dos meninos do maternal.
– A gente não corre quando eles estão no pátio com a gente.

PROFESSORA:

– A gente tem cuidado das nossas relações com os nossos colegas?

CRIANÇAS:

– Alguns colegas não.

– O “x” não pára quando a gente fala para parar.

– A “y” vive irritando o “z” e a “h”.

PROFESSORA:

– Então, algumas pessoas dessa sala têm que redobrar o cuidado com o colega. E da nossa sala, a gente está cuidando?
CRIANÇAS:

– Estamos sim.

PROFESSORA:

O que estamos fazendo?
CRIANÇAS:

– A gente limpa as carteiras depois do lanche.
– O chão.
– Não sobe em cima das mesas.

PROFESSORA:

– Forramos o chão e as mesas quando vamos usar tinta. E dos espaços, estamos cuidando?
CRIANÇAS:

– Estamos. A gente arruma tudo depois que brinca.
– A gente arruma tudo depois que brinca.                                                                                              – Agora tem crianças das outras turmas que não estão cuidando.                                                   – Tem brinquedo do Parque das Cores quebrado.
– Vive tendo brinquedo de lá na areia.
– Tem areia na água do peixe.

PROFESSORA:

– Quer dizer que vocês acham que precisamos ter mais cuidado com a nossa escola?
– Sabe de uma coisa com o meio ambiente é a mesma coisa. A gente não pode pensar e cuidar dela só de vez em quando. Precisamos fazer isso todos os dias. Foi por isso que separaram um dia no ano para o meio ambiente parta podermos parar e pensar se realmente estamos cuidado dele. Acho que é isso que estamos precisando fazer aqui na escola: precisamos fazer uma reunião para pensarmos sobre os cuidados com na nossa escola.

CRIANÇAS:

– É o dia mundial da Vila da Criança.

PROFESSORA:

– Mundial não. Porque a Vila não é um problema do mundo. A gente pode pensar em outro nome.
CRIANÇAS:

– Que tal dia do meio ambiente da Vila da Criança?

PROFESSORA:

– É uma boa sugestão. Depois pensamos sobre isso.

Educação Ambiental na Vila

Todos nós temos uma preocupação com a formação integral das crianças incluindo a sua relação com o ambiente. Mas, de que maneira essa intenção se traduz na realidade escolar? Nossas crianças têm oportunidades de construir atitudes coerentes ao nosso propósito de formação de um cidadão? A partir das observações da equipe sobre as atitudes das crianças com relação aos cuidados que elas têm consigo mesmas, com as pessoas ao seu entorno e com o ambiente de maneira geral, percebemos que temas como: desperdício, conservação, respeito ao outro e as regras, seriam, por exemplo, temas importantes para serem desenvolvidos por todos da escola.

Apesar da Equipe da Vila sempre ter se preocupado em discutir sobre Educação Ambiental, foi a partir do segundo semestre do ano passado que esse tema mobilizou a todos. Além das pesquisas individuais e das discussões nos encontros pedagógicos semanais, convidamos o Professor José Roberto Zaponi, educador ambiental que abordou diversos conteúdos relacionados à temática principal. Muito mais que objetivos de capacitação, esses encontros propiciaram mudanças e formulações de conceitos importantes a serem trabalhados e desenvolvidos dentro das salas de aula da instituição.

Já é possível perceber, através das condutas tanto da equipe da Vila, como do grupo de crianças, novas atitudes com relação ao ambiente da escola. Em todas as salas os professores têm encaminhado discussões e registros sobre o funcionamento da turma, como iremos tratar os colegas e as outras pessoas da escola, conservação dos materiais individuais e coletivos e, também, como melhor utilizar os espaços da Vila. Segundo Cristina Rievers, “nessa perspectiva valorizamos o trabalho cooperativo onde acreditamos que através dessas vivências as crianças terão mais condições de se reconhecer como seres sociais, onde a atitude de uma interfere na construção de um ambiente mais saudável do ponto de vista emocional, físico e cognitivo.” E Sânzio acrescenta: “Entender e respeitar são palavras chaves que remetem para um conceito mais amplo, o saber cuidar. E é este um dos pontos que a Equipe da Vila vem buscando desenvolver dentro da escola.”

Um exemplo disso é o que vem sendo feito com as turmas das primeiras séries. Foi implantado o sistema de monitoria. Trata-se de uma forma onde as crianças tornam-se responsáveis por ambientes específicos. Por exemplo, a turma da primeira série da tarde está responsável por monitorar a utilização e a conservação de uma “casinha” do Parque das Cores, o Quarto do Bebê.

Mas além das primeiras séries, todas as turmas, desde maternal até os períodos estão investindo esforços em manter e conservar o que temos na Vila. Isto porque boa parte dos alunos já está sensibilizada para essa necessidade. O fato de termos animais na escola colabora bastante para o nosso propósito. Tartarugas, coelhos, peixes e periquitos são elementos chave para a mudança de comporta-mento proposta. O Parque das Cores sempre teve diversos brinquedos e objetos que contribuem para o faz de conta, mas o descomprometimento em cuidar e saber fazer a utilização adequada acabava por prejudicar as brincadeiras e, as próprias crianças sentiram a necessidade de se elaborar regras e combinados para a utilização dos espaços da escola.

Segundo Nathalie, professora do primeiro período, “as crianças estão verdadeiramente preocupadas com a conservação dos espaços da escola. Se todos fizerem um pouquinho, nosso Parque das Cores estará sempre organizado e será capaz de proporcionar momentos de muita diversão.”

Flavia Lamounier, concluindo acrescenta: “Esses são os primeiros passos de uma proposta de educação ambiental que parte da conscientização acerca da importância do bem relacionar com os ambientes em que vivemos. Porém, o propósito maior da Equipe da Vila é fazer desta proposta um aprendizado para a vida.”

Entende-se que o meio ambiente divide-se em físico ou natural, cultural, artificial e do trabalho.

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[toggle title = “Mostra Cultural”]

Mostra Cultural 2015 - Pensando com as Mãos

Mostra Cultural 2014 - VILACOR

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